DOUTRINA
DOS APÓSTOLOS
Pesquisando sobre o que é ensinado nas igrejas
do Brasil em 2021. E o que diz o apóstolo Paulo em sua carta ao I Timóteo (1. 3)
que recomenda ‘a advertir que não ensinem outra doutrina.’ E examinando um
estudo bíblico de nosso tempo, diz o seguinte:
Temos
constatado a carência de orientação e de informação dê muitos evangélicos
quando viajamos para ministrar cursos em igrejas, seminários teológicos e em
outras instituições em diferentes partes do Brasil. (ROMEIRO 1997, pg 16)
É
assustador pesquisar o que está sendo ensinado nos púlpitos e seminários a
respeito do evangelho de nosso Senhor Jesus. A palavra de Deus cita em I Samuel
(15.23) que há muitos homens que se tornam feiticeiros ao se rebelarem contra o
Senhor. A rebelião é manifesta por meio de ações e desvios doutrinário ou
adaptações na palavra para se encaixar nos propósitos deles. As vezes o erro
doutrinário é por ignorância do pregador, mas o fato é que grande parte deles
erra conscientemente.
A vida do
pregador é importante. (Souza pg 121 apud) “Vieira diz: Ter nome de pregador,
ou pregador de nome, não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras,
são as que convertem o mundo. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito,
é o conceito que de sua vida tem os ouvintes”.
O ensino
da palavra não deixa opção aos pregadores do evangelho. A doutrina deve
acompanhar a prática daquele que a ensina. Temos o exemplo do Senhor que com a
palavra e a prática cotidiana, por três anos ensinou aqueles que vieram a ser
os apóstolos Dele. Paulo apostolo[1]
dos gentios, dedicava um tempo de sua vida nos lugares por onde semeava as boas
novas. Com seu exemplo e conduta entre os não judeus levou muitas vidas aos pés
do Senhor Jesus (II Co 11. 7 a 14)
Pouco é
dito a respeito desse aspecto do ensino doutrinário bíblico. O ensino que é
resultado de uma convivência com o discipulador, o ensino que exige tempo precioso
do que ensina como do que aprende. Em um
contexto assim, é que a doutrina pode ser visualizada nas páginas das
escrituras, bem como no viver diário do pregador.
Entretanto
hoje qualquer um pode ser mestre, desde que seja comunicativo e tenha carisma.
O contexto contemporâneo permite que até crianças preguem para adultos, já que
a exigência para pregar é o que foi dito anteriormente (comunicativo e carismático).
A prática habitual da palavra e o testemunho maduro em seu convívio familiar ao
que parece não importa, o que importa é a eloquência.
O tempo
gasto pelo Senhor Jesus em vida lá na galileia ensinando as boas novas, foi simbólico,
ao que parece. Hoje muitos dão a entender que se consegue o mesmo resultado com
um curso rápido de seis meses ou de um ano. Se essa afirmação fosse verdadeira qualquer
um poderia fazer o trabalho de ir a guerra sem a preparação alguma e/ou a idade
certa. Não seria errado enviar para frente de batalha crianças, pois elas teriam
a mesma condição que um adulto.
Mas nós não
as enviamos porque tememos por nossas crianças, pelas vidas de nossos pequenos.
No entanto, para guerrear contra o pior de todos os inimigos, crianças são
enviadas à fronte. Crianças que são pregadoras mirim e cantores mirins que
deviam estar brincando ou até desenvolvendo o ministério delas entre os
pequenos, hoje pregam para adultos. Há também crianças na fé citados na palavra
de Deus como neófitos. Em ambos os casos expomos soldados despreparados a ação
de um cruel inimigo.
As
crianças ou os neófitos não têm conhecimento disso, mas os pais ou os
ensinadores deveriam protegê-las do inimigo do homem, que é satanás. Mas é
surpreendente que esses líderes acham isso lindo e as põem em destaque no
fronte. Sem entender que nosso inimigo não tem piedade, e que atacará primeiro
os menos preparados.
Pr. Luis Lima
SOUZA,
João A. de; 18 CHAVES para o sucesso do Ministério Pastoral, Ed Mensagem Para
Todos. SP , 2005
ROMEIRO,
Paulo; EVANGÉLICOS EM CRISE, Decadência Doutrinaria da Igreja Brasileira, Ed MC.
SP. 1997
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