sábado, 1 de agosto de 2020

Pregação, Libertação e Batismo

Anunciar o evangelho do reino de Deus é um privilégio dos que creem nas Escrituras. Desse modo nos tempos da igreja primitiva a base da pregação era o Antigo Testamento com ênfase na obra redentora do Senhor Jesus. Como figura do que foi feito na cruz por nosso Senhor encontramos escritos no livro do Êxodo o registro do cordeiro que foi morto e seu sangue aspergido nas vergas das portas dos israelitas na noite que antecedeu a saída do Egito. O cordeiro que pré anuncia a saída da escravidão, a libertação. O sangue de um inocente pela vida de um escravo. De uma outra forma no livro de Levítico observa-se que um cordeiro que é sacrificado pelo pecado do povo.  Mas nesse livro aparece a figura do sacerdote levita que é também uma figura daqueles escolhidos por Deus para oferecer um sacrifício definitivo do cordeiro que tira o pecado do mundo. O Emanuel que se deu em nosso lugar, assumiu a nossa dívida e a quitou. O próprio Senhor disse a minha ninguém a tira eu a dou. (Jo 10. 17,18) Com essas informações Filipe o evangelista passou a anunciar a salvação em Cristo Jesus para o etíope. ‘Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.’(At 8. 35)


Felipe cheio do Espírito ardorosamente pregou a palavra de forma tão impactante que o coração do ouvinte sentiu a necessidade e a urgência de descer as águas batismais. Fica evidente que quando uma pessoa entende a palavra e a recebe com fé ao natural é compelida a obediência de maneira que a alma clama por saber o que fazer para ser parte da igreja, ou seja, para ser salvo. Observa-se essa característica com o Eunuco bem como com as pessoas que ouviram o discurso de Pedro no dia do pentecostes. (At 2. 37,38) Certa vez o Pr João de Souza (pr Joãozinho) contou que certa vez foi convidado a pregar em uma igreja que não cria no batismo com o Espírito Santo do modo como os pentecostais criam. E em meio a pregação sem que houvesse qualquer referência ao pentecostalismo , o Pr João se surpreendeu que sem mais nem menos o povo daquele lugar começou a falar em línguas estranhas e muitos daquele lugar receberam dons Espirituais naquele dia. Foi um mover único e exclusivo do Espírito Santo.   Isso reforça o acontecido na passagem em que o felipe e o eunuco se encontram no caminho pela direção de Deus, como diz ‘E, indo eles caminhando, chegaram a uma certa água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?’ (At 8. 36)


E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. (At 8 .37) O texto expressa o desejo do novo crente de seguir a fé em Deus por meio do Senhor Jesus. Veja que as escrituras foram a base do ensino que balizaram a decisão do eunuco. O critério definitivo para que o homem fosse batizado foi a verbalização da fé na palavra de Deus e o firme posicionamento em seguir a fé cristão. O Senhor disse quando o Espírito vier convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16. 8 a 10), assim o ser humano em contato com a palavra é constrangido pelo amor e se converte ou se rebela e fica em posição de condenação. Mas enquanto nesta vida há a possibilidade de que em algum momento se arrependa  dos pecados e seja salvo.   

Pr Luis Lima


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